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** By ROBERTO CHRISTO **

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Mais um ato solidário por Ana Maria Saad


Com o objetivo de oferecer um projeto em prol da bem estar da mente, Ana Maria Saad, atriz, diretora e empresária, trabalha na realização do "I Congresso de Medicina Integrativa na Saúde da Mente". O evento visa promover técnicas para aquietar a mente e resgatar a qualidade de vida daqueles que sofrem com distúrbios como: depressão, ansiedade, pânico, bipolaridade e outros.

Gostaria de ressaltar a coragem, a garra e o espírito solidário nesse ato de cidadania, da grande Ana Maria.

Leia o depoimento da mesma e seja um apoiador:

"Você sabe o que é sofrer abuso de uma das pessoas que mais deveríamos confiar? Infelizmente eu sei. Fui abusada pelo meu pai durante toda a minha infância. Sofri abusos psicológicos diários, e até mesmo sexuais. O resultado? Transtornos mentais, depressão e vontade de morrer. Dentro de mim, eu já sentia que a vida era um luto. Um dia conheci a Medicina Humanizada, e aprendi a domar minha mente.

No meu caso, minha mente foi domada contra a depressão. Para outras pessoas que conheci no meio do caminho, suas mentes foram focadas em outros assuntos, como liderança, timidez ou crescimento pessoal. Hoje dedico minha vida para ajudar os outros, mas preciso da sua colaboração para salvar mais pessoas que estão na mesma situação que eu passei.

Por isso criei esta campanha de financiamento coletivo para viabilizar o I Congresso de Medicina Integrativa na Saúde da Mente, evento online que farei, na primeira semana de dezembro, com a ONG Pensamentos Filmados para compartilhar os benefícios da Medicina Humanizada com muito mais pessoas."

Colabore clicando AQUI

Abraços,
ROBERTO CHRISTO



segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Piccolino by Mina Mazinni


Talvez uma das figuras mais importantes da música italiana, um ícone que foi sucesso dos anos cinquenta aos anos setenta e que, subitamente, decidiu deixar a cena musical, só retornando em 2001 para deleite de seus fãs.

Esta é Mina Mazinni, ou somente Mina! Seu DVD "Mina in studio", lançado em 2001, causou uma pane nos canais da internet após obter mais de 20 milhões de acessos simultâneos.

Para minha feliz surpresa, estávamos jantando no Cipriani de Bodrum, quando eu reconheci a voz forte e sensual de Mina. Como era uma seleção de músicas inéditas (para mim), perguntei à gerente se era a Mina Mazinni, que vibrante confirmou ser a aclamada artista e ainda me deu no nome do álbum: Piccolino. Canções como: Armoniche Convergenze (Adelio Cogliati, Pietro Cassano e Fabio Perversi), Canzone Maledetta (Andrea Mingardi), Compagna di Viaggio (Giorgio Faletti), Questa Canzone (Paolo Limiti e Mario Nobile),  Brucio de Te (Giuliano Sangiorgi dei Negramaro) e Ainda Bem (do brasileiro Arnaldo Antunes) dão um charme todo especial a esta obra de arte de Mina Mazinni.

Vídeo:




POR ROBERTO CHRISTO

terça-feira, 2 de setembro de 2014

"ISOLADOS" - Quem disse que o Brasil não pode produzir um bom thriller?

Isolados, Um Filme de Tomas Portella

Ontem, estive na pré-estreia do filme "ISOLADOS" dirigido por Tomas Portella e com estreia nacional prevista para o dia 18 de setembro. Fiquei, positivamente, surpreso com os atributos desse filme de suspense, sobretudo com a alta qualidade do som que foi capaz de trazer uma emoção especial a cada cena. Acho que eu ainda não havia assistido a um filme brasileiro com recursos tão sofisticados, nesse gênero!

Na verdade, há um casamento perfeito dos diversos departamentos da produção cinematográfica. O que mais impressiona nesta obra é que vemos aqui uma sintonia do som, com a arte e a fotografia de maneira, minuciosamente, pensada.  Estes elementos se completam e se equilibram como em uma balança: a fotografia escura, melancólica e desbotada se utiliza da luz pontual dos objetos de cena que comprovam a sua condição; tudo é acompanhado por sons e ruídos simbólicos que ora estão próximos, ora denotam uma distância. Enfim, característica estas que comprovam a boa pré-produção e uma excelente direção (aquela que dialoga com o grupo de toda a produção).

A boa atuação dos atores (Bruno Gagliasso e Regiane Alves) pode ser divida em blocos que se alternam de acordo com a revelação de diversas personalidades de um mesmo personagem. Elas aparecem de maneira não cronológica e causam aquela sensação de mistério, além de evitar qualquer pré-anunciação do final da estória. Achei uma maneira inteligente que a roteirista encontrou para conduzir a emoção do espectador, sem deixar que este mate a charada em um momento inoportuno. 

A questão psicológica e a locação de algumas cenas me trouxeram referências do "Anticristo" de Lars von Trier, bem como, eu adorei a homenagem ao último trabalho de José Wilker no cinema... mas, prefiro parar por aqui para não estragar as surpresas dos futuros espectadores. Assistam!

Abraços,
ROBERTO CHRISTO



Amigos na pré-estreia do Shopping Iguatemi

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

The Wayward Cloud de Tsai Ming-liang


Há alguns anos eu, por acaso, assisti na TV a um filme que me marcou muito. Sabe quando estamos em viagem, assistindo um dos vários canais a cabo do hotel e pegamos o filme após iniciado? Na época não memorizei o nome do filme, nem do diretor. Tempos depois, de volta ao Brasil, tentei procurar algo sobre o filme e nunca encontrei.  

Recentemente ganhei um livro sobre cinema e ao folheá-lo me deparo com o foto de uma cena do desconhecido filme! Sim, era aquela obra cujos maiores atrativos eram a arte e fotografia, justamente os elementos que despertaram a minha atenção e fascínio! Corri para ler os créditos e lá estava: The Wayward Cloud (por Tsai Ming-liang). Bingo! Após anos, encontrei o que tanto queria e agora com a possibilidade de estudar sobre o diretor.

Então, o filme teve o título traduzido para "O Sabor da Melancia" e narra o encontro de Hsiao-Kang com Shiang-Chyi, ele um ator pornográfico e ela uma funcionária de uma video-locadora que reencontra um antigo "crush" para novas experiências. A versão para o português vem do uso constante da melancia como o símbolo de volúpia e do elemento água que aparecem como protagonistas no contexto do filme. 

O diretor, de maneira complexa, retrata a influência da urbanização na vida de seus personagens! Aqui temos novos formatos dos espaços físicos habitados pela população de Tawain e vivemos uma escassez de água que assola a cidade. O resultado é uma valorização exacerbada da importância de seguir os instintos que nos levam às relações interpessoais! Os impulsos humanos se manifestam mais arduamente, no desejo sexual, dificilmente consumado, decorrente das coincidências da proximidade física causada pela falta de espaço; ou na busca ensandecida da preciosa água, que com fartura estaria presente em uma suculenta melancia. 

O roteiro, um pouco confuso, permitiu a inserção de números musicais, todos muito bem produzidos e dentro da proposta verde-vermelha. A arte e fotografia enriquecem os demais elementos do filme e o torna mais interessante. 

O diretor, conhecido como um representante da Nouvelle Vague oriental, é famoso por explorar o ritmo lento, com planos longos e poucos diálogos. A crítica destaca bastante seu outro filme, Vive L’amour, com o qual o diretor ganhou o Leão de Ouro, em Veneza (este ainda inédita para mim, mas vou buscar uma maneira de assisti-lo, o mais breve possível!).

Portanto, fica aqui a dica para quem tem adoração pelo cinema oriental, como eu!


Abraços,
ROBERTO CHRISTO



The Wayward Cloud

The Wayward Cloud

The Wayward Cloud


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Norm Yip

Fotos de Norm Yip

Norm Yip é um arquiteto que se dedica a arte de pintar, desenhar e fotografar. Nascido no Canadá e radicado em Hong Kong, o artista tem canalizado suas energias criativas para produzir fotografias em preto e branco, cujo foco intencional é retratar modelos orientais.

Segundo Norm, os homens asiáticos são subestimados. No caso de Hong Kong, por exemplo, pelo fato da ilha ter sido uma colônia britânica, criou-se um complexo de superioridade da beleza ocidental. Portanto, faltava uma luz que destacasse a beleza deste povo! 

Foi preciso acordar o inconsciente coletivo, registrando a beleza da Ásia e do asiático. As imagens de Norm Yip, realmente, chamam a atenção para uma riqueza regional e têm criando novas corrente de amantes para sua arte.

Por ROBERTO CHRISTO



segunda-feira, 21 de julho de 2014

Sim! Nós temos atrizes brilhantes: GABRIELLE LOPEZ

Gabrielle Lopez

Coincidência I

Coincidências são, na verdade, meras ligações energéticas. Encontramos nos nossos caminhos almas que precisam passar nas nossas vidas para que nos adicionem crescimento. Isto é uma constante. Alguns nos trazem muita alegria, outros dor e outros magia. Vejam como são as coisas, primeiro tive um enriquecimento de sabedoria quando conheci a cineasta e atriz, Ana Maria Saad, foi amor a primeira vista! Sabe aquela coisa de semelhança de histórico de vida? Logo conheci o sócio dela e também cineasta e ator, o querido Geison Ferreira Luz, mais um amor. A partir daí, cheguei a um recente contato com a bela e talentosa atriz, Gabrielle Lopez, a quem dedico este artigo. Foi Incrível perceber mais esta sintonia metafísica!

Coincidência II

Minha admiração pela Gabrielle vem de longos tempos. Eu me lembro que quando morei em Higienópolis/Vila Buarque, costumava frequentar muito o Copan, ali aproveitava para tomar um café e escolher os filmes na vídeo locadora. Em uma ocasião, fui testemunha de uma movimentada produção no local, quando vi, dentre uma confusão de equipamentos de filmagem, uma bela atriz loura sendo maquiada! Não soube mais detalhes, mas o evento ficou marcado na minha memória. Alguns dias depois, fui jantar com vários amigos cearenses que moram em São Paulo. O assunto não era outro, mas produção audiovisual! Estávamos conversando com o diretor presente, sobre o sucesso do filme "O Céu de Suely" (Dir. Karim Aïnouz), uma das amigas, que é da região de Iguatu - a locação do filme, comentava que a obra cinematográfica a fez lembrar de sua infância. Seguindo no conteúdo do assunto, o próprio Karim chamou nossa atenção para a sua produção do momento, que era a série "Alice" cujo lançamento seria em um futuro próximo, pela HBO. Ele nos contou que tinha como QG o Copan e daí me veio a lembrança da produção que eu havia presenciado naquele mesmo local. Perguntei se a personagem Alice seria vivida por uma atriz linda, cujos cabelos louros e cacheados haviam tomado a minha atenção e o Karim me respondeu que aquela seria a Marcela, outra personagem.  

Passado algum tempo, aproveitava as noites de domingo para dedicar uma exclusiva atenção ao seriado ALICE. Foram semanas me deliciando com uma obra perfeita, em todos os sentidos (desenrolar do roteiro, elenco, fotografia, trilha sonora, empatia com o enredo à paulistana). Duas atrizes me chamaram a atenção na excelente atuação, sendo que uma delas, com um destaque ímpar, pois se entregou de forma despudorada à sua personagem: a atriz, Gabrielle Lopez.

Mais adiante, ao assistir ao tocante filme "Solo" (Dir: Ana Maria Saad e Geison Ferreira), me deparo com uma "megera comedida"! Isto mesmo, uma personagem, cuja vida dada pela atriz, passava o ar daquela chefe arrogante, metódica, exigente e chata, mas sem perder a elegância e pose... (simplesmente, perfeita!) e sabe quem era a atriz? Gabrielle Lopez!

Por conseguinte, anos depois vou assistir ao magnífico espetáculo teatral "Genet, O Poeta Ladrão", uma produção cheia de queridos amigos envolvidos, quando uma cena me faz chorar! Foi tão marcante que cheguei a citar o fato, durante uma resenha que fiz da obra: todos entregaram seus corpos para materializar uma poesia metafórica. Isto se torna fato quando percebemos que a nudez foi quase sempre imperceptível, ou se tornou exceção com a bela cena protagonizada pela grande atriz, Gabriele Lopez. O personagem, encarnado pela atriz, é forçado a expor a sua genitália, se confirmando como uma prova dolorosa de sua transexualidade, mal interpretada pela sociedade. Víamos ali um corpo feminino afirmando ser uma alma e uma mente masculina! Há muito tempo uma cena teatral não me fazia chorar, mas esta passagem me encheu os olhos de lágrimas.


Coincidência III

Quando convidei a Gabrielle para uma entrevista, que será publicada em breve, resolvi fazer uma pesquisa mais minuciosa sobre a artista, a fim de elaborar perguntas pertinentes. Lendo uma entrevista da atriz para "O Tempo" (oops... mais um coincidência... este é o jornal da minha cidade natal e cuja diretora é uma querida e atenciosa amiga), Gabrielle diz ser bastante tímida! Daí veio aquela sensação que os tímidos, quando precisam se apresentar para o público, deixam seus corpos se tomarem pelas entidades "´personagens", seja no palco ou no set de filmagens. E tudo isso para a alegria de quem assiste! Por isso repito que temos sim,  estrelas que, de uma maneira altruísta, brilham para proporcionar o nosso deleite.

Parabéns Gabrielle!! Queremos ter a sorte de apreciar mais atores com essa sua timidez!

Por ROBERTO CHRISTO

 
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